Palestra com Flávio Loureiro Chaves
Palestra com Flávio Loureiro Chaves

Palestra com Flávio Loureiro Chaves

Dando sequência ao ciclo de palestras que celebra o centenário da obra Lendas do Sul, o Instituto João Simões Lopes Neto receberá, nesta quinta-feira, o professor e crítico literário Flávio Loureiro Chaves. O tema da palestra será a lenda A Salamanca do Jarau. O encontro vai ocorrer às 19 horas na sede do Instituto.

Cartaz do evento
A lenda A Salamanca do Jarau conta a história da “Teiniaguá”, uma Princesa Moura, transformada em lagartixa pelo Diabo Vermelho dos índios, o “Anhangá-Pitã”. Na versão de  Simões Lopes, a lenda é narrada por Blau – “um gaúcho pobre, guasca de bom porte” -, que acaba também sendo um dos protagonistas do enredo. Dividido em dez capítulos,  A Salamanca do Jarau  é o conto mais longo da obra Lendas do Sul. Essa versão de Simões teria inspirado o escritor Erico Verissimo a escrever partes de seu famoso romance O Tempo e o Vento.
Para Loureiro Chaves, embora Simões Lopes tenha se inspirado em uma lenda popular, seu registro foi além de uma mera versão. “A Salamanca do Jarau, assim como foi redigida por Simões Lopes Neto, não uma lenda e nem tampouco apenas uma nova versão da lenda. É um conto: a aventura de Blau. Ou melhor, é um conto em cuja elaboração o autor se apropriou da lenda para incluí-la intencionalmente na estrutura narrativa.”
Leia a lenda no link: A Salamanca do Jarau
O palestrante
Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo, Flávio Loureiro Chaves foi professor titular de Literatura Brasileira e Pró-Reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, instituição na qual dirigiu o Programa de Pós-Graduação em Letras e implantou o Instituto de Estudos Avançados da América Latina. Foi professor convidado da Université de Rennes na França, da Escola Superior de Jornalismo em Portugal e da Universidade de Brasília.
Sócio do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, Loureiro Chaves ocupa a cadeira 7 da Academia Riograndense de Letras. Em sua vida acadêmica dedicou-se ao ensaio literário, investigando a relação transdisciplinar entre História e Literatura. Possui mais de uma centena de artigos em periódicos nacionais e internacionais. Amigo próximo de Erico Verissimo, organizou em 1976 o volume póstumo das memórias do escritor – Solo de Clarineta – e em 2002 apresentou uma leitura abrangente sobre o autor de O Tempo e o Vento no ensaio Erico Verissimo: o escritor e seu tempo. Dentre livros publicados podemos destacar: Ficção Latino-Americana (1973); O Mundo Social do Quincas Borba (1974); História e Literatura (1991); Matéria e Invenção (1994).
Em 1982, publicou um ensaio sobre a obra de Simões Lopes, que foi reeditada pela editora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 2001, saindo sob o nome de Simões Lopes Neto. Em 2008 recebeu o Prêmio 300 onças, concedido pelo Instituto em reconhecimento as suas contribuições na difusão da obra simoneana. No ano passado, esteve palestrando no IJSLN sobre o conto O Anjo da Vitória, dentro do ciclo comemorativo ao centenário de Contos Gauchescos.
Texto: Cassio Lilge
07.08.2013